terça-feira, 12 de outubro de 2010
É eu não consigo nem olhar para você nesse momento. Porque? Por mil motivos, todos culpa minha. Eu deixei chegar a esse ponto, eu sabia que você não sentia nada por mim e continuei perpetuando isso dentro de mim quando tudo que eu devia ter feito era deixar de te amar. Assim eu não esperaria nada de você. Eu suportei várias demonstrações de que você não me preservava, você preservava a gente para não se comprometer. Que tipo de pessoa sabe disso e permanece? Eu paguei para ver pelo menos 3 vezes porque eu achei que daria certo e errei sabendo o resultado antes mesmo de fazer as contas. Isso é masoquismo! Eu me deixei levar todas as vezes por que te amava, mas amar não limpa todas as coisas feias que eu pensei ter visto, amar não faz esquecer. Eu esperei apoio seu, pois precisava, mas eu sabia que não viria, por todas as razões acima. Por que esperar algo que não virá? Eu permiti ser só mais uma, que indivíduo com amor próprio faz isso? Eu não me retirei quando eu vi que você já não era mais o que eu pensava que você era, quando eu ia ficando mais e mais decepcionada com as suas posturas. Afinal de contas é tudo culpa minha mesmo, por isso eu não consigo nem olhar na sua cara, olhar para você dói. Por favor, não fale comigo. Por favor, já que é impossível ser melhor, não vamos tentar ser cordiais. Eu não suporto. E novamente a culpa é minha, por depois de tanto tempo suportando, simplesmente um dia não aguentar mais.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Show must go on!
Acho que já comentei essa frase aqui antes, se encaixa no momento como nunca. "It takes a rare thing, a turning point, to free oneself from any obsession. Be it prejudice or hate, or even love."E bem ou mau isso aconteceu, meu "turning point" veio, eu desejava que fosse culminar de uma forma mais bonita e que deixasse um olhar diferente para trás. Mas não sobrou nada para trás. Acabou tudo em um bombardeio só de coisas amargas e doloridas. Meio a muita decepção(como disse no outro post) e desamor. Sempre achei que precisava ter um momento de esclarecimento no final das coisas, quase uma mania de moral da história. Eu sempre achei que a gente precisa disso, mas tem histórias que simplesmente dispensam um fechamento, elas simplesmente se fecham por que a gente não quer mais viver elas. Nem dramaturgia de último capítulo de novela ia conseguir fazer um final mais feliz.
E disso há um resultado bom, a impulsão que toda essa mágoa me dá para tirar forças do nada e ir em frente com muita vontade de construir coisas novas. Garra que vem do nada para correr atrás da minha carreira, de um amor pra valer, de contruir uma relação mais feliz com a minha família, de desejar curtir minha vida simplesmente e me dedicar a esses peguenos prazeres que todos merecem. Dessa garra eu vou fazer flores belas nascerem da lama. Afinal, o show tem que continuar e eu prefiro continuar lutando do que me entregar a "desesperança".
Marcadores: amor, carreira, desamor, desesperança, família, garra, Neve sobre os Cedros, pequenos prazeres, relação
domingo, 26 de setembro de 2010

Num momento de necessidade eu mandei um e-mail falando de quanto magoada eu estou. Muita coisa ficou guardada, muita coisa ficou calada na minha cabeça, muita incompreensão tava na minha vida. Escrevi acida, do jeito que eu não queria dar o adeus. Podia mais uma vez tentar sacodir a poeira e olhar apenas para o fato que tinha me machucado, mas em dois segundos de pensamento e um pouco de distânciamento para ver em perspectiva os fatos deu para ver tanta coisa.
Meu pai sempre usava muito a palavra decepção. Eu cresci com uma certa aversão a essa palavra, acho que ninguém tem a real noção do peso dela como eu tenho. Por isso nunca a uso em vão. Hoje posso dizê-la sem sombra de dúvida com todo seu peso. Estou decepcionada com você como amigo, como familiar, como homem, como pessoa especial que eu considerei. Muito pior do que ouvir meu pai dizer DECEPÇÃO para mim, é sentir decepção por você. Nós somos tão melhores que isso, a vida é tão melhor que isso, há tantas coisas mais elevadas que isso. Agora olho para o que fizemos, tudo que fizemos com um gosto "desespecial", ordinário, banal. Me olho no espelho sem sabor ,vejo as coisas mudando e não sei nem quando eu deveria te contar do que está acontecendo.
Vejo seu e-mail na minha caixa e não quero ler, acho que um grande milagre é a única coisa capaz de fazer o curso das coisas voltar ao seu fluxo normal e mesmo assim eu sei que nunca mais vou ser a mesma pessoa. Por isso não posso ler seu e-mail, é como se fosse mais uma porta que abrindo ia ver mais do que eu não queria nunca ter ouvido falar.
Meu pai sempre usava muito a palavra decepção. Eu cresci com uma certa aversão a essa palavra, acho que ninguém tem a real noção do peso dela como eu tenho. Por isso nunca a uso em vão. Hoje posso dizê-la sem sombra de dúvida com todo seu peso. Estou decepcionada com você como amigo, como familiar, como homem, como pessoa especial que eu considerei. Muito pior do que ouvir meu pai dizer DECEPÇÃO para mim, é sentir decepção por você. Nós somos tão melhores que isso, a vida é tão melhor que isso, há tantas coisas mais elevadas que isso. Agora olho para o que fizemos, tudo que fizemos com um gosto "desespecial", ordinário, banal. Me olho no espelho sem sabor ,vejo as coisas mudando e não sei nem quando eu deveria te contar do que está acontecendo.
Vejo seu e-mail na minha caixa e não quero ler, acho que um grande milagre é a única coisa capaz de fazer o curso das coisas voltar ao seu fluxo normal e mesmo assim eu sei que nunca mais vou ser a mesma pessoa. Por isso não posso ler seu e-mail, é como se fosse mais uma porta que abrindo ia ver mais do que eu não queria nunca ter ouvido falar.
Marcadores: Decepção, desespecial, e-mail triste, milagre, sabor
sábado, 25 de setembro de 2010
Walking like a one man army
Sabe quando você faz uma escolha errada e tem que conviver com ela? Eu errei tanto que nem sei qual dos erros me trouxe até aqui.
Como a cebola eu estou perdendo camadas, perdendo a inocência, perdendo a fé, perdendo a mim mesma. Que burrice é essa de se entregar fácil assim? Em uma noite o cara ressurge e você está lá sendo esvaziada de você mesma. Onde foi que ficou minha cabeça, onde sou eu, onde é sonho, onde é você? Quando você abre os olhos está num lugar estranho onde toda paixão do mundo morreu numa manhã de sol de sábado. Morri ali naquela hora,morreu você, morremos. Dormi com você sem querer. Não quero nunca mais te ver. Te queria, mas assim, NÃO!
Alguém cuida do que restou, por favor? Limpa meu corpo disso e "deslembra" minha cabeça. O que eu faço agora?
Não posso resolver isso com você, não posso ouvir o que você tem a dizer.
Sei do nojo de mim, mas não há outra opção que corrija isso.
Como a cebola eu estou perdendo camadas, perdendo a inocência, perdendo a fé, perdendo a mim mesma. Que burrice é essa de se entregar fácil assim? Em uma noite o cara ressurge e você está lá sendo esvaziada de você mesma. Onde foi que ficou minha cabeça, onde sou eu, onde é sonho, onde é você? Quando você abre os olhos está num lugar estranho onde toda paixão do mundo morreu numa manhã de sol de sábado. Morri ali naquela hora,morreu você, morremos. Dormi com você sem querer. Não quero nunca mais te ver. Te queria, mas assim, NÃO!
Alguém cuida do que restou, por favor? Limpa meu corpo disso e "deslembra" minha cabeça. O que eu faço agora?
Não posso resolver isso com você, não posso ouvir o que você tem a dizer.
Sei do nojo de mim, mas não há outra opção que corrija isso.
Marcadores: corrija, errei, manhãs, sem querer, sol, Sonho, sábado
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Now she's walking through the clouds...
No último mês estive num clima último baile da ilha fiscal... Motivo? Minha companheira de família, quarto e etc foi morar longe numa tal cidade luz do outro lado do Atlântico. Com quem eu vou choraaaar, achar que é o fim do mundo depois voltar atrás nas minhas idéias? Quem vai entender melhor que ninguém os meus pontos de vista sobre as coisas que acontecem na nossa casa?
Enfim, ela foi morar longe por motivos bons por isso mesmo eu não devia ficar triste. Quero mais é que ela seja muito feliz por lá e volte realizada. Mas para os que ficam é muito duro. Talvez um ensaio para a vida adulta quando não seremos mais colegas de quarto, o tempo será curto, e cada uma tiver os seus para cuidar. As vezes penso que crescer é dolorido demais.
Enfim, ela foi morar longe por motivos bons por isso mesmo eu não devia ficar triste. Quero mais é que ela seja muito feliz por lá e volte realizada. Mas para os que ficam é muito duro. Talvez um ensaio para a vida adulta quando não seremos mais colegas de quarto, o tempo será curto, e cada uma tiver os seus para cuidar. As vezes penso que crescer é dolorido demais.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Crash into me
Muito trabalho anda rolando. Tudo numa rotina frenética em ciclos de 24hrs, as atividades parecem se emendar e até os finais de semana estavam impossibilitando muita reflexão. Assim ia tapeando o tempo, e mil coisas estavam bem adormecidas. Tão bem adormecidas que estavam dadas como mortas. Inclusive pensar em G estava de lado, não que eu nunca pensasse nele, ou nunca ouvisse uma piada ruinzinha que me lembrasse dele. O temido encontro acidental em uma noitada da vida não aconteceu me poupando de ver ele com qualquer uma que fosse. Eu estava confortável, tendo minhas aventurinhas comuns, o tipo que eu gosto por serem seguras. E mesmo tendo toda certeza que não iria me envolver nesse momento, não estava me entretendo muito com minhas travessuras homem x mulher. Desde G foram apenas 2 que não passaram da primeira base, mas divertiram como puderam,rs. Eis que numa noite fresca, quase fria, de agosto ele surge por não mais que 15 minutos num aniversário da minha parte da família e desmorona a aparente segurança. Por mais fria que eu queira ser eu nunca vou conseguir parecer indiferente enquanto eu realmente não me sentir assim em relação a ele. Meu estômago colou quando de costas para a entrada eu senti o cheiro dele entrar. Nossas conversas continuam uma grande confusão de "sem-gracisse" com amenidades. A gente falou pouco, eu tentando ser "easy going", detesto quando eu fico fazendo essa personagem, mas é involuntário. No mesmo susto de chegar ele foi embora. A gente ainda se olha estranho, eu ainda sou apaixonada por ele, as coisas continuam iguais. Segunda-feira(dois dias depois) eu vi uma ligação perdida de um número desconhecido, retornei, e era ele, que na verdade tinha me ligado no sábado pedindo informações para chegar na festa. Eu não sabia que era ele, pois apaguei o número dele. Talvez pensando que não tendo o número dele não seria um desperdício de vida pensar nele e não fazer nada quanto a isso, mas ainda assim é.
Marcadores: 15 minutos, adormecidas, aventuras, desperdício, easy going, família, fria, G, piada sem graça
segunda-feira, 19 de julho de 2010
My baby!
Cafoninha esse título, não?! Vai dar para entender no final. Ontem eu sai, rufem os tambores, fiz uma noitadinha e fiquei com alguém!!! Palmas para a desiludida aqui!
Depois de um longo jejum de alguns 3 meses, eu beijei na boca. Tá não foi do cara que eu tanto falo, mas tava valendo, pois estou me recusando a fazer pegação aleatória. Estou lá tentando me encontrar na noitada, pois ando sem jeito nenhum para o esquema. Minhas amigas todas já agarradas com alguém, e eu lá me recusando a me jogar. Quando saindo do banheiro um ser agarra meu braço, fiz o de sempre, sai saindo e nem olhei. Aí ele diz: M! Sou eu P!
Quando me viro, tem um homem barbado na minha frente. "Que saudade não te vejo desde aquele carnaval no Rosa em 2007!" Na minha cabecinha: "Gente que ótimo, alguém para bater um papinho sobre amenidades e encher o meu tempo aqui nesse hospício!"
O fato é que eu era nova em 2007, e ele sem comentários era pelo menos 3 anos mais novo que eu. Pedofilia total, porém, naquela época o moço não passou despercebido, era um menininho, mas tinha um bom papo, era uma fofura e já parecia uma boa planta baixa para construção futura.
O tempo passou ele continua uma graça de pessoa, conversamos, andamos, encontramos pessoas, conversamos...frustrações da faculdade, desejos para o futuro, bebida, cigarro, lugares...
Eu acho que ficou um clima, mesmo inconsciente. No finalzinho, estou me despedindo, e ele me dá um beijão. E o beijo foi bom, bateu. Tanto bateu que eu até esqueci minhas amigas me esperando. Abstraí! Era para ser apenas uma atitude sem noção numa festa, mas eu queria mais(sempre!). Me baixou um exu e eu disse: "Você está de férias? Vamos nos ver essa semana?" Vem cá, quem me deu brevê para ser atirada só porque o menino não me intimida com sua idade?
Depois de um longo jejum de alguns 3 meses, eu beijei na boca. Tá não foi do cara que eu tanto falo, mas tava valendo, pois estou me recusando a fazer pegação aleatória. Estou lá tentando me encontrar na noitada, pois ando sem jeito nenhum para o esquema. Minhas amigas todas já agarradas com alguém, e eu lá me recusando a me jogar. Quando saindo do banheiro um ser agarra meu braço, fiz o de sempre, sai saindo e nem olhei. Aí ele diz: M! Sou eu P!
Quando me viro, tem um homem barbado na minha frente. "Que saudade não te vejo desde aquele carnaval no Rosa em 2007!" Na minha cabecinha: "Gente que ótimo, alguém para bater um papinho sobre amenidades e encher o meu tempo aqui nesse hospício!"
O fato é que eu era nova em 2007, e ele sem comentários era pelo menos 3 anos mais novo que eu. Pedofilia total, porém, naquela época o moço não passou despercebido, era um menininho, mas tinha um bom papo, era uma fofura e já parecia uma boa planta baixa para construção futura.
O tempo passou ele continua uma graça de pessoa, conversamos, andamos, encontramos pessoas, conversamos...frustrações da faculdade, desejos para o futuro, bebida, cigarro, lugares...
Eu acho que ficou um clima, mesmo inconsciente. No finalzinho, estou me despedindo, e ele me dá um beijão. E o beijo foi bom, bateu. Tanto bateu que eu até esqueci minhas amigas me esperando. Abstraí! Era para ser apenas uma atitude sem noção numa festa, mas eu queria mais(sempre!). Me baixou um exu e eu disse: "Você está de férias? Vamos nos ver essa semana?" Vem cá, quem me deu brevê para ser atirada só porque o menino não me intimida com sua idade?
Marcadores: beijão, exu, idade, menininho, papinho, pegação aleatória
terça-feira, 13 de julho de 2010
Indo e vindo
Terminar a faculdade anda parecendo impossível, falta pouco em matérias, mas eu trabalho e chega uma hora que satura! Principalmente, porque acho que tudo que eu usaria profissionalmente já foi absorvido, agora é puro blá blá blá... Eu fiz muita burrada na faculdade. Porque a gente não houve os mais velhos que nos aconselham a seguir o fluxograma do curso a risca para depois não sofrer com colisões de horário? Porque a gente acha que sabe tudo? Tenho achado que envelhecer(amadurecer) é a arte de descobrir que antes você não sabia nada, mas achava que sabia tudo!Porque a gente não podia ficar indo e vindo no tempo para já estar avisado das burradas que está fazendo? Ou que eu tivesse como nesses jogos de tabuleiro uma fichinha que dá direito a 3 idas e vindas no tempo, tipo um bonus ou trunfo... Quantas vezes eu não pensei que não fazia a menor diferença o tempo, que antes ou depois tudo era igual. Mas não é. O tempo é como neblina matinal, você não enxerga nada a princípio, mas no decorrer do dia quando a névoa se dissipa pode se deparar com um lindo céu azul ou carregadas nuvens. Espero errar menos daqui em diante simplesmente por ter despertado para as mazelas do tempo.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Futebol, eu e homens
Bom, acabada a copa eu, decepcionadíssima com a eliminação brasileira, notei que assim que terminou o jogo eu queria comentar ou com meu pai, ou com G. o nosso fracasso. Eureca! O que me une ao futebol são os homens! Não que eu assista para secar jogadores gostosinhos, ou que eu vá a barzinhos assistir jogos para "caçar", muito menos que eu banque a entendida para ficar dando uma de garotona. A verdade é que meu pai achando que não teria um filho homem me levava para acompanhá-lo a jogos. Minha memória mais antiga de assistir, em estádio, o Botafogo perdendo é de quando tinha 7 anos.É disso que futebol é feito para mim, me diverte, é lindo de assistir, uma boa desculpa para beber e me aproxima do homem mais importante da minha vida. Na verdade dele e de todos os que vierem a se destacar na minha história...
Marcadores: Beber, caçar, divertido, futebol, homens interessantes
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Amor
Não é que eu seja uma pessoa sem coração, mas me lembro vagamente de uma ou duas vezes na minha vida de ter dito "eu te amo". Acho o verbo amar, assim como odiar, palavra muito forte para ser empregada em vão. Sou absoluta fã de coisas intensas, arrebatadoras, magnéticas, irresistíveis, e essas ao lado do amor são "perfumaria".
Meu primeiro namorado me disse que me amava com 3 semanas de namoro (ok, eu já conhecia ele há 6 meses antes disso acontecer). A mim restou balbuciar um "eu também", não que ele não fosse amável, mas para eu amar ele levaria mais tempo. Mesmo porque, quando você responde "eu também" na verdade você está dizendo: Eu também me amo! E isso é a mais pura verdade, eu me amo!rs. Retornando a questão, o tempo passou e eu realmente amei muito ele. Mas no fundo, dali em diante descobri que o amor é uma coisa muito solitária e que nada tem a ver com romance. Depois disso amei muito sem usar as palavras, amei muito sem precisar ainda estar junto com o amado em questão, amei em atos, amei em retribuição, amei ter certas pessoas em minha vida. No fim, sinto que as palavras são apenas sinais gráficos que nunca concretizarão toda a imensa gama de coisas sentidas. Que silenciar o amor não é não declará-lo, mas sim, impedir que ele siga existindo, é cortar o alimento que mantém viva a tão falada chama. Matar o amor é não ser generoso.
Assumo que não declarar o que se sente parece um artifício para negar a própria fragilidade. Mas em nada muda a força de tudo que se chama amor.
Meu primeiro namorado me disse que me amava com 3 semanas de namoro (ok, eu já conhecia ele há 6 meses antes disso acontecer). A mim restou balbuciar um "eu também", não que ele não fosse amável, mas para eu amar ele levaria mais tempo. Mesmo porque, quando você responde "eu também" na verdade você está dizendo: Eu também me amo! E isso é a mais pura verdade, eu me amo!rs. Retornando a questão, o tempo passou e eu realmente amei muito ele. Mas no fundo, dali em diante descobri que o amor é uma coisa muito solitária e que nada tem a ver com romance. Depois disso amei muito sem usar as palavras, amei muito sem precisar ainda estar junto com o amado em questão, amei em atos, amei em retribuição, amei ter certas pessoas em minha vida. No fim, sinto que as palavras são apenas sinais gráficos que nunca concretizarão toda a imensa gama de coisas sentidas. Que silenciar o amor não é não declará-lo, mas sim, impedir que ele siga existindo, é cortar o alimento que mantém viva a tão falada chama. Matar o amor é não ser generoso.
Assumo que não declarar o que se sente parece um artifício para negar a própria fragilidade. Mas em nada muda a força de tudo que se chama amor.
Marcadores: amor, arrebatadoras, irresistíveis, magnéticas, ódio
terça-feira, 29 de junho de 2010
É melhor ser alegre que ser triste...
Uns dias atrás, lendo Martha Medeiros numa crônica em que ela falava da aceitação da tristeza, decretei: Martha estava emo quando escreveu isso! rs. Pronto, rotulei e arquivei sob o marcador "drama" a leitura na minha cabecinha.Eis que hoje eu acordei um pouco Martha, ou melhor um pouco EMO... Parecia que, exatamente, todos os sintomas daquele mau descritos detalhadamente por Martha haviam me tomado.
Numa manhã normal, de uma terça-feira mais que ordinária me dei conta de que não faço a menor ideia de para onde estou indo, quer dizer, nessa manhã eu estava perfeitamente sentada dentro do ônibus a caminho do meu trabalho. Portanto, eu sabia onde estava indo, mas para onde todas essas coisas que eu faço estão indo? Daí para frente tudo foi ficando assim alvejado, como um tecido mergulhado em água sanitária... Alguém está recebendo o melhor de mim e esse alguém não sou eu.
Como eu já pensava desde o dia em que li Martha falar de tristeza, estar triste é um saco. Ficar se questionando sobre o quanto você é feliz é um saco, e ter dias tristes é um saco. Não que todos tenham que explodir de euforia todos os dias, acordar felizes da vida por fazer as mesmas coisas repetidamente pelo menos 5 vezes por semana, 20 vezes por mês, 240 vezes por ano. Não, aliás eu detesto gente "felizinha" demais. Mas a minha sensação em relação a tristeza e seus dias é que quanto mais a gente se aceita triste e melancólico, mais a tristeza se amarra na gente ou a gente se amarra na tristeza, ainda não sei quem é o martelo e quem é a bigorna. Quanto mais nos conformamos em nos abater por um dia pelos mais diversos motivos, mais dias são abatidos dedicados a lágrimas furtivas e lembranças doloridas. Só por hoje eu não vou me entristecer por que eu gostava daquele cara e não tive chance de viver aquela história como deveria, só por hoje eu não vou ficar desanimada por não poder ligar o fod*-se e ir a praia, só por hoje eu não vou me abater com as burocracias que me impedem de fazer um trabalho melhor, só por hoje eu não vou dedicar meu tempo a ser triste!
Marcadores: burocracias, crônica, e-mail triste, EMO, Martha Medeiros, perdida, praia
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Tipo isso
Sabe quando você assiste a um filme e delicadamente a cena se desvia para um calendário perdendo as folhas, ou nota-se sutilmente a mudança das estações do ano, ou mostram-se crianças crescendo...Qualquer coisa que signifique que o tempo passou. Bom, eu não sou personagem de filme, mas parece que é isso que anda acontecendo. Várias atividades repetitivas, acorda, vai a faculdade, vai ao trabalho, volta para casa, corre, come dorme... só quebradas pelas repetitivas de durante o final de semana, chopp sexta, aula sábado de manhã, tarde de sábado em casa, noitada, manhã destroçada de domingo, enrolação do dia de domingo, chopp de final de domingo. O tempo tá passando como quando você come algo apenas para se alimentar nem se ligando no gosto. Eu ando em silêncio, pois de tanto pensar minha cabeça anda embaralhada. Estou cansada, meio raivosa, meio esperançosa, cansada, meio dolorida, meio animada... É tipo isso, por aí vou com mil pensamentos, com mil conversas com pessoas com quem não falo, mil esquecimentos que estão repletos de lembranças. Acho que isso é como dormir acordado, tomar cerveja sem alcool, café descafeinado, enfim tipo isso, muitas coisas feitas e vividas mas uma grande ausência de mim mesma nelas.
Obs: algo sopra no meu ouvido que o silêncio pode não ser ruim...
Obs: algo sopra no meu ouvido que o silêncio pode não ser ruim...
